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QUE AEROPORTO QUEREMOS

Desde 1969 que se iniciaram os estudos para a construção de um novo Aeroporto de Lisboa.

Sabemos de antemão que o aeroporto da Portela esta a chegar ao limite da sua capacidade em termos de passageiros. Existe o problema do estacionamento de aviões nos stands a determinadas horas do dia, por outro lado a utilização de uma única pista limita as aterragens e descolagens de aviões e os slots (horários de descolagens e aterragens) estão congestionados a determinadas horas do dia.

Qual a melhor alternativa para o Aeroporto de Lisboa e que represente menores custos para os estado e para os contribuintes?

- Será um aeroporto de raiz?

- Será a opção Portela +1?

- Será a opção de ter a Portela e um aeroporto que tenha capacidade para voos civis em especial companhias Low cost?

Também no Montijo este debate existe, não só pela possibilidade que existe de um novo Aeroporto de Raiz no campo de tiro de Alcochete como pelas mais recentes tomadas de posição da CM Montijo e do Presidente da Vinci, Gestora dos Aeroportos do nosso pais, pela utilização da Base Aerea nº 6 do Montijo para voos de companhias Low Cost.

O Bloco de Esquerda defende que esta nova estrutura seja em prol do desenvolvimento sustentável da região, já que vários municípios irão beneficiar desta infraestrutura, que tenha uma

visão englobante das várias actividades económicas que abrange, que o desenvolvimento e crescimento seja respeitador dos princípios da qualidade vida dos locais e do ambiente, que seja dada uma garantia de infra-estruturas de apoio e acessos a esta infra estrutura e que certamente sejam criados postos de trabalho qualificado e técnico devido a especificidade da actividade.

Ainda em estudo para implementação, parece-me que esta é a altura ideal de esclarecer as populações principalmente do Montijo e de Alcochete acerca dos benefícios ou não desta infra estrutura, os estudos de impacte ambiental, os impactes na fauna, flora, o ruido, a circulação de veículos, emissões de gases, entre outros, como tal torna-se prematuro estar a tomar decisões precipitadas, como outrora fizeram alguns decisores políticos no nosso concelho.

Queremos desenvolvimento sustentável, queremos investimento, queremos postos de trabalho, queremos ordenamento do território, queremos urbanismo controlado e ambiente saudável para todos nós e só com as conclusões dos estudos é que poderemos tomar decisões positivas e conscientes.

Esperamos que o poder publico e politico abra esta discussão a população e que torne este debate o mais transparente quanto possível.